sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O que posso levar?



“Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste” (Sl 8.3), fico profundamente admirado e curioso por conhecer todas as suas dimensões e não posso. Não posso porque meu espaço e minhas ações são limitados, bem como o que sou. Não posso porque sou do pó da terra e ainda não fui transformado nos elementos da eternidade. Mas tenho esperança. O dia chegará em que verei teu rosto e nada perguntarei… e entenderei tudo. Não somente verei os teus céus e ver a obra dos teus dedos, mas o que homem algum pôde ver, mesmo chegando perto.

Posso vivenciar uma linda história, e tudo piorar em meu redor, sempre experimentarei do quão bom é ter o Criador do céu e da terra na hora da calamidade. Verei o que não subiu à minha mente. Verei o que foi impossível ao ser humano. Verei o céu dos teus céus. Verei o que motivou toda essa glória, a da criação, a da minha vida, a dos meus queridos e então terei descanso para sempre. Quando?

Mas ainda tenho que lidar com pequenas sementes, neste chão de deserto, me perguntando se valerá a pena saber se algumas delas frutificarão, para me alegrar um pouco. Sabe, não quero chegar aí sem nada nas mãos, embora seja minha maior meta. Confio que alguma coisa levarei para ti, as únicas que posso levar deste mundo – frutos para a eternidade – para poder desfrutar, com plena satisfação, de tudo o que verei.

Isac Rodrigues

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